como tocar Castanholas
Quando teremos um caloiro a tocar castanholas?
Quando teremos o Juvenal a tocar guitarra portuguesa assim com uma orquestra?
Quando teremos um caloiro a tocar castanholas?
Quando teremos o Juvenal a tocar guitarra portuguesa assim com uma orquestra?
de copo em riste, Pissæ Cubis às 18:15 0 cagalhões
smartinho.blogspot.com
«O S. Martinho, como o dia de Todos os Santos, é também uma ocasião de magustos, o que parece relacioná-lo originariamente com o culto dos mortos (como as celebrações de Todos os Santos e Fiéis Defuntos). Mas ele é hoje sobretudo a festa do vinho, a data em que se inaugura o vinho novo, se atestam as pipas, celebrada em muitas partes com procissões de bêbados de licenciosidade autorizada, parodiando cortejos religiosos em versão báquica, que entram nas adegas, bebem e brincam livremente e são a glorificação das figuras destacadas da bebedice local constituída em burlescas irmandades. Por vezes uma dos homens, outra das mulheres, em alguns casos a celebração fracciona-se em dois dias: o de S. Martinho para os homens e o de Santa Bebiana para as mulheres (Beira Baixa). As pessoas dão aos festeiros. vinho e castanhas. O S. Martinho é também ocasião de matança de porco.»
(in As Festas. Passeio pelo calendário, de Ernesto Veiga de Oliveira, Fundação Calouste Gulbenkian, 1987)
NOTA - A Vinicultuna dá valor a estas coisas.
de copo em riste, Minetum Expertis às 12:24 0 cagalhões
A Lua por trás da torre
Faz a torre diferente.
A verdade quando morre
Morre só porque não mente.
Mente a Lua que se esconde
Por trás da torre de aqui.
Mente a torre porque é onde
A Lua não está ali.
A Lua é só um reflexo,
A torre é um vulto somente,
E assim, num íntimo nexo,
Qualquer diz verdade e mente.
E é desta mista incerteza
De verdade e de mentira
Que nasce toda a beleza -
Que desta hora se tira.
Saibamos, dando guarida
Ao que tudo é de metade,
Fazer bela a nossa vida
Mentindo com a verdade.
29-9-1933 Fernando Pessoa
de copo em riste, Minetum Expertis às 0:56 0 cagalhões
com um Vintage da casta Do Fim da Noite, Na Lua Pelos Nossos Próprios Meios
"
O ACTIMEL fornece ao organismo uma bactéria chamada L.CASEI. Esta
substância é gerada normalmente por 98% dos organismos, mas quando é
administrada externamente por um tempo prolongado, o corpo deixa de a
fabricar e 'esquece- se' que deve fazê-lo e como fazê-lo, sobretudo em
pessoas menores de 14 anos. Na realidade, surgiu como um medicamento
para essas poucas pessoas que não a fabricam , mas esse universo era
tão pequeno que o medicamento se tornou, não rentável; para o tornar
rentável, foi vendida a sua patente a empresas do sector alimentar.
A Secretaria Estado da Saúde (Espanha) obrigou a ACTIMEL (a
sereíssima) a indicar na sua publicidade que o produto não deve ser
consumido por um tempo prolongado; e cumpriram, no entanto de uma
forma tão subtil que nenhum consumidor o percebe ( p.ex. 'desafio
actimel: tome durante 14 dias').
Se uma mãe decide completar a dieta com ACTIMEL, não recebe nenhum
aviso sobre a sua inconveniência e não vê que pode estar a causar um
dano importante ao futuro dos seus
filhos ou ao seu devido às manipulações publicitarias da
multinacional DANONE para incrementar os seus benefícios, sem se
importar com a saúde dos consumidores.
"
E voçês perguntam... qual a relação do ACTIMEL com a Vinicultuna?
Eu também não sei caros Amigos e Inimigas, mas o Tuno Pissa Cúbica acutilantemente estragando todo o momento diz o seguinte:
"Mas e a bolha?", e esboçando um sorriso afasta-se em silêncio.
de copo em riste, Octavius às 19:15 1 cagalhões
- Porque bebeis o Caldo da malga?
- Mas haverá alguma forma de ele saber melhor?
- Nesse caso porque pedistes que vos trouxessem as colheres?
- Porque temos maneiras! De outra forma não passaríamos de animais.
O "Primo de Praxe" do Nosso Velho, o Tuno Fundador Cinderella, chamava-se Rui Maneiras. Nunca passou pela Vinicultuna, mas era um Amigo.
de copo em riste, Minetum Expertis às 0:58 0 cagalhões
A gente estava a comer. O Gato chegava, entrava, dirigia-se à nossa mesa – há sempre um lugar vazio -, sentava-se e comia com a gente.
Com mais modos ate, que ele tinha bigodes e raramente lhe respingava para a toalha. E não falava com a boca cheia. Alias, não falava. No que até era um bocado desagradável. A gente ali, e ele nem uma nem duas. Chegava, sentava, sem pedir licença, e comia com a gente. Nem se dava ao trabalho de olhar para a lista ou interpelar o Senhor Filipe. Comia com gente do que a gente estivesse a comer – pedimos sempre para mais um. E ainda se dava ares de superioridade, olhando-nos de canto, se acaso nos respingava para a toalha ou falávamos de boca cheia. Não implicava, mas havia reprovação naquela maneira de olhar.
No fim, uma vez comido com a gente, levantava-se, pousava o guardanapo, e ia embora com ar de enfado, sem se despedir
Não podemos dizer que sentíssemos simpatia por este Gato que comia com a gente, mas não tínhamos outro. Que saibamos, ninguém tem. E há pessoas muito piores.
de copo em riste, Minetum Expertis às 23:38 0 cagalhões
com um Vintage da casta Novos Amigos Imaginários da Vinicultuna
de copo em riste, Minetum Expertis às 23:21 4 cagalhões
com um Vintage da casta Grande Livro dos Animais
...parámos na Serenata,
e por ali ficámos quase para aí até
lá para as cinco da tarde.
de copo em riste, Minetum Expertis às 23:14 0 cagalhões
com um Vintage da casta Na Lua Pelos Nossos Próprios Meios
de copo em riste, Minetum Expertis às 23:12 0 cagalhões
com um Vintage da casta Do Fim da Noite
de copo em riste, Minetum Expertis às 23:08 0 cagalhões
com um Vintage da casta Fétiches
- Uma vez a Vinicultuna desapareceu. Disse-se muita coisa. Nós ficámos preocupados, mas a seguir encontrámo-la.
- Nas actuações da Vinicultuna já participaram: gatos, cães de passagem, pombas ao ar livre, uma galinha-estandarte, patos variados em noites de cerimónia, um gatinho numa caixa, um salmão numa grelha, um coati numa foto-novela, provavelmente coelhos de estimação e cavalos da GNR, decerto também ratos, o nosso Magister era meio Golfinho, outro Magister venceu um concurso de rádio enquanto Peixinho Dourado, e o Cão do Homem da Lua, quando lá chegarmos pelos nossos próprios meios.
- A Vinicultuna já teve uma Pandeireta Voadora Assassina.
de copo em riste, Minetum Expertis às 22:59 0 cagalhões
com um Vintage da casta Lendas
Em concordância com as linhas de orientação internacional, e dando continuidade à gigantesca e bem-sucedida campanha "A Vinicultuna e o H5N1" de há uns anos, a Vinicultuna de Biomédicas-Tinto determina:
- Uma vez em espaços fechados, ou no meio de aglomerados confusos ou tumultuosos, os Tunos da Vinicultuna deverão reduzir o risco de contaminação, traçando a capa "à Tricana".
- Em alternativa, o Tuno Asmático-ou-Alérgico-a-Pêlo-de-Ovelha pode abrir as janelas
- No final de cada actuação em público, o Tuno da Vinicultuna desinfectará a garganta, as mãos e os instrumentos musicais, com um Preparado de Verde-Tinto e Triturado de Cebola.
- Chegando a áreas abertas, arejadas e sossegadas os Tuno da Vinicultuna deverá destraçar a capa, e traçá-la "à Tricana" antes de semear a confusão.
- Os Urinóis de Tuna serão virados do avesso, para criar confortáveis Unidades de Isolamento.
- Como é por demais sabido, os Corcundas são de natureza velhaca.
de copo em riste, Minetum Expertis às 10:04 0 cagalhões
Chegam duas latas de coca-cola à mesa onde, com "Alegria-Contida-e-Calda-Mas-Quentinha-Cá-Por-Dentro", ouvira ser pedido o famoso e saudável Bucho Recheado.
de copo em riste, Minetum Expertis às 22:21 0 cagalhões
"Voltei ao quarto e passei a noite com Strehlow e uma garrafa de borgonha.
Certa vez, Strehlow comparou o estudo de mitos aborígenes com o percorrer de um «labirinto de inúmeros corredores e galerias» misteriosa e complexamente ligados entre si. Ao ler os Cantos, fiquei com a impressão de Strehlow era um homem que tinha penetrado neste mundo secreto pela porta de serviço; alguém que tinha tido a visão de uma estrutura mental mais maravilhosa e complicada doque tudo o que existe na terra, uma estrutura que faz que todos os sucessos materiais do homem não pareçam de grande importância e que, de certo modo, escapasse a qualquer descrição.
O que torna o canto aborígene tão difícil de ser apreciado é essa interminável acumulação de pormenores. No entanto, até mesmo um leitor superficial pode entrever um universo moral - tão moral como o Novo Testamento - no qual os elos de parentesco se estendem a todos os homens vivos, a todas as outras criaturas e rios, rochedos e árvores.
Continuei a ler.
As transliterações da língua aranda apresentadas por Strehlow eram de fazer perder a paciência a quem quer que fosse. Quando já não consegui ler mais, fechei o livro. Tinha as pálpebras que pareciam lixa. Acabei com a garrafa de vinho e fui beber um brandy ao bar.
Um homem gordo e a mulher estavam sentados perto da piscina.
- Uma muito boa noite para si, meu caro senhor! - cumprimentou-me.
- Boa noite - retorqui.
Pedi café e um brandy duplo no bar e levei um segundo brandy para o quarto.
A leitura de Strehlow deu-me vontade de escrever qualquer coisa. Não estava bêbado - ainda não - mas há séculos que não me sentia assim tão perto de o estar. Peguei num bloco-notas amarelo e pus-me a escrever."
de "O Canto Nómada", de Bruce Chatwin
de copo em riste, Minetum Expertis às 22:47 2 cagalhões
com um Vintage da casta Da Estrada
Dantes, os Jovens, gastavam mais do seu tempo a escrever.
de copo em riste, Minetum Expertis às 19:50 0 cagalhões
Não são necessários comentários nem um outro qualquer texto, pois uma ou duas imagens valem mais que mil palavras.
de copo em riste, Octavius às 20:35 2 cagalhões
de copo em riste, Octavius às 15:20 0 cagalhões
com um Vintage da casta Ensaios Fotográficos
Elizeth(te) Cardoso - Eu bebo sim.
de copo em riste, Pissæ Cubis às 2:51 0 cagalhões
de copo em riste, Pissæ Cubis às 17:47 1 cagalhões
de copo em riste, Pissæ Cubis às 1:47 0 cagalhões